CANCELADO / ABGESAGT – Erinnerung an Marielle Franco und Anderson Gomes und Protest gegen ihre Ermordung

ATENCAO – ATO CANCELADO
KUNDGEBUNG ABGESAGT
RALLY CANCELED

 

[DEUTSCH UNTEN]

Protesto em memória e repúdio aos assassinatos de Marielle Franco e Anderson Gomes

No dia 14 de março de 2018, o mundo presenciou um crime brutal e premeditado que tirou a vida da vereadora Marielle Franco e do motorista dela, Anderson Gomes. Marielle, mulher negra, brasileira, bissexual, defensora dos direitos humanos e feminista, nasceu e foi criada em um dos maiores complexos de favelas do Rio de Janeiro, o Complexo da Maré; foi a 5ª vereadora mais votada da sua cidade nas eleições de 2016; e lutava contra a dominação de grupos paramilitares – milícias – que exploram os moradores na zona oeste do Rio de Janeiro e ocupam hoje o planalto central do Brasil.

O extermínio de Marielle Franco simboliza mais uma ação violenta do Estado brasileiro – ainda colonial, patriarcal, homofóbico e racista – na tentativa de silenciar as muitas lutas do povo Negro brasileiro, neste caso representadas pela figura da vereadora Marielle. Estamos no terceiro milênio e o Brasil lidera rankings internacionais referentes aos assassinatos da população negra, da população LGBTQI+ e de violência contra a mulher. Ao se posicionar como defensora dos direitos humanos, em especial contra o genocídio da população negra brasileira, Marielle enfrentou vários inimigos políticos, o que resultou em seu extermínio. Mais de 700 dias após o ocorrido, ainda não se sabe: #QuemMandouMatarMarielle?

O crime segue impune, tendo até o momento 4 pessoas presas acusadas de estarem envolvidas e, nos últimos dias, a polícia militar do estado da Bahia, em ação conjunta com a Polícia Civil do Rio de Janeiro, assassinou o principal suspeito. Adriano da Nobrega foi citado na investigação que apura a prática de “rachadinha” no gabinete do então deputado – hoje senador – Flávio Bolsonaro na ALERJ (Assembleia Legislativa do Rio), era acusado de chefiar a milícia Escritório do Crime, que atua na zona oeste do Rio, e de ter ligação com o assassinato da vereadora. Porém, ainda nada se sabe sobre quem foi o mandante, nem tampouco qual a motivação para tal crime. Sabemos que a atuação política de Marielle incomodava a muitos poderosos – incluindo os filhos do atual presidente, Carlos e Flávio Bolsonaro.

Mundo a fora ativistas seguem clamando por justiça, e no Brasil a viúva Monica Benício e a família da vereadora seguem lutando por respostas e para manter viva a herança de Marielle. Com esse objetivo, o Instituto Marielle Franco (www.institutomariellefranco.org) foi inaugurado e está estruturando suas primeiras ações, contando com doações para operar em diferentes frentes: a luta por justiça para Marielle e Anderson; a defesa da memória da figura da vereadora, constantemente atacada por fake news e milícias digitais; a multiplicação e continuidade do legado e das lutas representadas por Marielle; e, por fim, a potencialização do apoio a mulheres, pessoas negras e faveladas para a ocupação do espaço político brasileiro.

Assim, para honrar e reafirmar o legado e as lutas de Marielle, além de expor sua execução como parte do projeto de necropolítica atualmente em curso no Brasil, será realizado um ato no aniversário de dois anos de um dos crimes políticos mais brutais da história recente brasileira. No dia 14 de março de 2020, às 15h na Feuerwehrbrunnen, daremos início a uma ação voltada para a denúncia da política genocida do governo Bolsonaro contra povos negros, indígenas, periféricos e contra a comunidade LGBTQI+. Ao mesmo tempo, o ato também vai homenagear a vida de Marielle Franco, apresentar o seu recém-criado Instituto com o recolhimento de doações e, por fim, promover uma caminhada em direção à Praça Marielle Franco, onde será montado um memorial com velas, flores, música e muito afeto.

Convidamos a todes para participar desse ato! Tragam seus instrumentos musicais, poemas, velas, flores, cartazes e palavras de ordem. Não esqueca a sua contribuição para a campanha em apoio ao Instituto Marielle Franco. Teremos microfone aberto a todes que quiserem contribuir com esse momento de reflexão e resistência contra o crescimento do fascismo no Brasil e no mundo.

Apoio: Brasilien Berlin Initiative, Kuringa e Voices4 Berlin

Marielle Presente! ✊
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Erinnerung an Marielle Franco und Anderson Gomes und Protest gegen ihre Ermordung

Am 14. März 2018 erlebte die Welt ein brutales und mit Kalkül begangenes Verbrechen, eines das der Stadtverordneten Marielle Franco und ihrem Fahrer Anderson Gomes das Leben nahm. Marielle – eine Schwarze Frau, Brasilianierin, bisexuell, Menschenrechtsverteidigerin und Feministin – war geboren und aufgewachsen in einem der größten Favela-Komplexe von Rio de Janeiro, dem Komplex von Maré; Marielle war die Stadtverordnete mit den fünftmeisten Stimmen bei den 2016er Wahlen; und Marielle kämpfte gegen die Vorherrschaft von paramilitärischen Gruppen – Mafiamilizen – , die die Bewohner*innen der Westzone vo Rio de Janeiro ausbeuten und deren Macht heute sogar bis in höchste Regierungskreise Brasiliens reicht..

Die Ermordung Marielle Francos symbolisiert einmal mehr das gewalttäige Vorgehen des brasilianischen Staates, eines Staates, der noch immer kolonial, patriarchal, homophob und rassistisch agiert. Die Ermordung Marielles war ein erneuter Versuch, die unzähligen Kämpfe des Schwarzen brasilianischen Volkes zum Schweigen zu bringen. Marielle repräsentierte diesen Kampf. Selbst noch im dritten Jahrtausend führt Brasilien die entsprechenden internationalen Statistiken bei Ermordung der Schwarzen Bevölkerung, der LGBTQI+-Bevölkerung sowie bei Gewalt gegen Frauen an. Indem sie sich als Menschenrechtsverteidigerin positioniert hat, vor allem durch ihre klare Positionierung gegen den Genozid an der Schwarzen Bevölkerung, hat Marielle ihren politischen Feinden die Stirn geboten. Diese Stimme wurde zum Schweigen gebracht. Ermordet. Über 700 Tage nach der Ermordung, ist noch immer nicht klar: #Wer hat den Auftrag gegeben, Marielle zu ermorden?

Das Verbrechen ist weiterhin straffrei. Derzeit sind vier Personen in Haft, denen eine verwicklung in den Mord vorgeworfen wird. Erst vor wenigen Tagen wurde ein ehemaliger Militärpolizist und erwiesener Mafiamilizenführer, Adriano da Nobrega, im Bundesstaat Bahia durch Einsatzkräfte der Militärpolizei von Bahia in gemeinsamer Aktion mit der Zivilpolizei von Rio de Janeiro erschossen. Damit ist eine der mutmaßlichen Schlüsselfiguren im Falle der Ermordung Marielle Francos nun tot. Adriano da Nobrega wurde mehrmals zitiert in den Untersuchungen zu Phantom-Angestellten im Abgeordnetenbüro des Präsidentensohnes und damaligen Abgeordneten (heutigen Senators) Flávio Bolsonaro als einer der Beteiligten. Nobrega wird verdächtig, Chef einer der gefährlichsten Mafiamilizengruppen der Westzone von Rio de Janeiro, Escritório do Crime (auf deutsch: “Büro des Verbrechens”) zu sein. Er wurde auch verdächtigt, an der Ermordung Marielles beteiligt gewesen zu sein. Bis heute weiß die Öffentlichkeit nicht, wer der Auftraggeber des Mordes war. Auch nicht, welches Motiv genau dahinter steckte. Klar ist, dass die politische Arbeit von Marielle Franco viele der Mächtigen beunruhigte, unter diesen auch die Söhne des gegenwärtigen Präsidenten, Carlos und Flávio Bolsonaro.

Weltweit fordern Aktivist*innen Gerechtigkeit, und in Brasilien kämpfen Marielles Witwe, Monica Benício, und Marielles Familie für Aufklärung und Antworten in diesem Fall und arbeiten unermüdlich, das Gedächtnis an Marielle aufrechtzuerhalten. Dazu wurde u.a. das Institut Marielle Franco (www.institutomariellefranco.org) eingeweiht, das auf Spendenbasis die ersten Aktionen plant und durchführt. Es geht dabei um Gerechtigkeit für Marielle und Anderson, um die Verteidigung der Erinnerung an die Stadtverordnete, die immer wieder – auch posthum – angegriffen wurde mittels fake news und digitalen Milizen. Es geht dabei auch um die Vervielfältigung und Fortsetzung der von Marielle verkörperten Kämpfe. Und es geht um die Stärkung der Unterstützung von Frauen, Schwarzen Frauen und Männern und der Menschen aus den Favelas, um die Vervielfältigung der Repräsentanz dieser Personen im politischen Raume Brasiliens.

Dergestalt wollen wir das Erbe und die Kämpfe Marielles ehren, gedenken und bekräftigen, indem wir ihre Hinrichtung als Teil des in Brasilien derzeit sein Unwesen treibenden nekropolitischen Projektes brandmarken. Am zweiten Jahrestag ihrer brutalen Ermordung werden wir eine Kundgebung und Demonstration durchführen. Am 14. März 2020, um 15:00 Uhr, am Feuerwehrbrunnen auf dem Mariannenplatz, 10997 Berlin, starten wir mit einer Protestaktion, mit der wir die Politik des Genozid durch die Bolsonaro-Regierung brandmarken, gegen den Genozid an der Schwarzen und Indigenen Bevölkerung, an der Bevölkerung der Peripherien und an der LGBTQI+-Community. Zugleich werden wir das Leben Marielle Francos würdigen, das neu gegründet Institut Marielle Franco und dessen Arbeit und wie das Institut sich durch Spenden finanziert vorstellen. Im Anschluß werden wir zum Marielle-Franco-Platz laufen, wo ein Erinnungsdenkmal mit Kerzen, Blumen, Musik und vielen Emotionen eingeweiht wird.

Wir laden alle ein, an dieser Kundgebung und Demonstration mitzumachen!! Bringt Eure Instrumente mit, Gedichte, Kerzen, Blumen, Transpis und Eure Stimmen mit. Und vergesst nicht, Euren Spendenbeitrag für das Institut Marielle Franco zu leisten. Es wird ein offenes Megaphon geben, offen für alle, die an diesem wichtigen Moment der Reflexion und des Widerstands gegen den in Brasilien ansteigenden Faschismus und in der Welt teilhaben möchten.

Marielle vive! Marielle lebt!

Brasilien Initiative Berlin
Kuringa
Voices4 Berlin

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Facebook: https://www.facebook.com/events/2609465076001803/

The event is finished.

Date

14 Mar 2020
Expired!

Time

15:00 - 20:00

Location

Feuerwehbrunnen
Feuerwehbrunnen, Waldemarstraße, Kreuzberg, 10997 Berlin

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